segunda-feira, 17 de maio de 2010

ALI SEM...

as graças ofertadas

os favores concedidos

as estrelas que chegam

os poemas adormecidos

a mudança dos ventos

a madrugada eterna

o anjo brincando

a nudez encantada

a ânsia de ter

o cristal do riso

a renda do cheiro

a doçura do sumo

a posse anunciada

a paz remissa

tudo... – (Dário B.).


DÁDIVA

Me destes um mistério.

Gérmen desatinado que me povoa

semeado em infértil sulco

perpetuação de sentidos ancestrais

fonte de saciar infinita sede.

Dei-te um mistério.

Duvida prenhe de incertezas

viagem sem retorno

na busca do intraduzível

extensão plena de mim. – (Dário B.).


terça-feira, 11 de maio de 2010

DESPERTAR

Breve momento em que a alma desperta

meu peito nu sobre teu peito

o eco de todos os gritos num só suspiro

e riso e choro não contidos

se fazem moldura

deste instante antes não vivido.

Eu estava imóvel e tu vieste

me carregando como o vento leva as folhas

numa curiosa tormenta de suavidades

dança nua do amanhecer.

Beijo de leve tua face adormecida,

tomo entre as minhas tuas mãos.

E nessa tão inocente entrega

abrem-se as asas contidas

num gesto livre e sereno.

Sobrevôo do desejo...

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

APRENDIZ.


Por ora furto a força das palavras. Depois, quiçá, seqüestrar um coração. – (Dário B.).


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