Quando adormecida murmura meu nome, ilumina-me por dentro, morna voz a me ensinar a vida, inocente rosa-dos-ventos apascentada. Murmura um verso, uma canção, murmura uma alegria, a melhor, a mais pura, a mais doce caricia. Branco sobre carmim, negrume enovelado, os afilados dedos parecendo ainda me buscar. Quando despertares querida, não tarda e eu não resisto... Que a vida é breve, e o amor mais breve ainda. - (Dário B.).
Que já conhecias todos meus anseios, meus segredos e pensamentos. Chegas como o pressentimento de uma musica, um apelo de inocência, perfume de lilases incendiando o ar. Afaga-me os cabelos, faz-me sorrir agradecido por existires, faz correr pra ti meu rio calmo onde vaga serena nave de cristal, frágil verso a traduzir desejos, renda de palavras a te buscar. A vida vive em você, e assim será para sempre, sorrindo com tua voz matinal. Doma a paixão com a mão da vontade, e faz dela dócil fera de amor sereno, doce surpresa conquistada, muito mais que aventura, apenas namorada. – (Dário B.).