terça-feira, 20 de novembro de 2012

SINA.






Ela é a única, tão linda, tão bela.
Eu a vejo na rua, na fresta, janela,
Seminua, arisca gazela, 
Ingênua, casta donzela,
Luz da lua, meia-luz de vela,
Insinua, instigante revela,
Flutua, com disfarçada cautela,
Acua, e sorridente flagela,
Perpetua meu corpo no dela,
Tatua em mim a sua chancela,
Continua e sem pejo apela,
Me extenua, arranha , descabela,
E crua, se vai, e me desmantela!





sexta-feira, 16 de novembro de 2012

ORAÇÃO DO POETA EM TEMPO DE SECA





Pablo Neruda,
me acuda.
Mário Quintana,
seja bacana.
Fernando P'ssoua,
manda uma ideia boa.
Vinicius de Morais,
que é mais de um,
pois se um só fosse,
era Vinício de Moral,
Bandeira, Drummond, João Cabral,
Leminski, Cacaso, Chacal,
a coisa aqui vai mal...
Mandem-me a Musa,
de um verso inspirado,
vá lá que seja,
de pé quebrado,
Amém. – (Dário B.).







quarta-feira, 31 de outubro de 2012

PIO.





Quando estou lá fora
Alguém se importa?
Alguém me abraça?
Todos pensam
Naquilo que pensam
Que sou.
Quando estou longe
Alguém me toca?
Alguém me gosta?
Só pensam
Naquilo que pensam
Que me tornei.
Quando volto pra dentro
De mim
Sinto falta de mim
Alguém se importa?
Alguém me toca?
Mãe?... – (Dário B.).







ACRÓSTICO I (Presente).





Definitivamente

Amo você hiperbolicamente

Rebuscando bem profundo

Ideias que literalmente

O amor faz brotar lentamente.






(Juliana D.).








ACRÓSTICO II (Presente.)




De novo acordei sedenta
A construir um soneto pernóstico:
Retrocesso, em termo de poesia
Inviável, considerando o horário
Ousado, considerando o destinatário

Bebi um café na cozinha
A pensar no amor que te sinto
Nominar como, um amor tão bonito?
Amizade que nem cabe no poema...
Só por ti escrevo um acróstico!




(Ana Blue.).






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