quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

PREFÁCIO DE “O RETRATO DE DORIAN GRAY”.




O artista é o criador de coisas belas.
Revelar a arte e ocultar o artista é o objetivo da arte.
O crítico é aquele que sabe traduzir de outra maneira ou com material diferente a sua impressão das coisas belas.
A mais alta, assim como a mais baixa, forma de crítica é uma autobiografia.
Aqueles que encontram feias significações nas coisas belas são corruptos sem serem encantadores. É um defeito. Aqueles que encontram belas significações nas coisas belas são cultos. Para esses há esperança.
São os eleitos aqueles para quem as coisas belas apenas significam Beleza.
Não há livros morais nem imorais. Os livros são bem ou mal escritos. Nada mais.
A antipatia do século XIX pelo Realismo é a raiva de Caliban ao ver a sua cara no espelho.
A vida moral do homem faz parte do assunto do artista, mas a moralidade da arte consiste no uso perfeito dum meio imperfeito.
Nenhum artista deseja provar o que quer que seja. Até as coisas verdadeiras se podem provar. Nenhum artista tem simpatias éticas. Uma simpatia ética num artista é um imperdoável maneirismo de estilo.
O artista nunca é mórbido. O artista pode exprimir tudo. O pensamento e a linguagem são para o artista instrumento de arte. O vício e a virtude são para o artista materiais de arte.
Sob o ponto de vista da forma, o tipo de todas as artes é a arte do músico.
Sob o ponto de vista do sentimento, o tipo é a profissão do ator.Toda a arte é ao mesmo tempo superfície e símbolo.Aqueles que descem além da superfície fazem-no com risco seu. O mesmo sucede àqueles que leem o símbolo.
É o espectador, e não a vida, que a arte realmente reflete.
A diversidade de opiniões sobre uma obra de arte mostra que a obra é nova, complexa e vital.
Quando os críticos divergem, o artista está de acordo consigo mesmo.
Pode-se perdoar a um homem o fazer uma coisa útil, enquanto ele a não admira. A única desculpa que merece quem faz uma coisa inútil é admirá-la intensamente. Toda a arte é absolutamente inútil. – (Oscar Wilde.).


7 comentários:

  1. Por onde é que tu andas, o danado???
    beijo

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  2. voltaste em boa companhia


    grande abraço

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  3. Adorei querido... passei aqui pra e deixar um beijo... e um abraço tb... Milene.

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  4. Que bonito, meu querido. Já sentia tua falta.
    Beijos!


    "Toda a arte é absolutamente inútil." -
    Os artistas que o digam.

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  5. e o artista faz a inutilidade valer - no meio do consumismo isso é uma virtude :)

    beijos

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  6. O link do meu blog mudou, é preciso fazer as alterações no endereço da indicação aqui.

    Beijos, querido.

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